Para alguns especialistas e estudiosos da Internet a Web 2.0 é semelhante ao um sistema solar, como se fosse um centro gravitacional em torno da qual gravita sites ou planetas, enquanto outros preferem definir como um conjunto de novas tecnologias, numa remodelagem da Web 1.0. A Web 2.0 é a globosfera dos internautas espalhados pelo mundo E para chegar a este estágio foi necessário implementar novas tecnologias. O conceito da Web 2.0 é o de aproveitar a inteligência coletiva. A Web deixou de ser uma simples ferramenta e se torna uma plataforma.
E com a Web 2.0 assumimos um novo estágio de pensar a Internet afetando outras áreas de conhecimento, como o Webjornalismo, que até então apenas a utilizava como meio para reproduzir o modus operandi dos jornais impressos. A partir da Web 2.0, a ampliação de agências de notícias, sites "informativos" e facilidades de acesso às fontes alteraram o comportamento dos jornalistas e dos produtores de notícia ao facilitar o seu trabalho e introduzir uma nova dinâmica com o público.
No mundo dos negócios as empresas aprenderam a usar a Internet para expandir suas atividades. Não só a internet, mas a intranet e a extranet foram as responsáveis por essa mudança de mentalidade. E o resultado foi a aceleração do fluxo de informação dentro da empresa.
Por se adaptar facilmente as novas tecnológicas inseridas, a Internet apresenta um caráter dinâmico e as mudanças ocorridas na construção de páginas Web, alterando o seu conteúdo e a forma como ela é utilizada pelas pessoas. Com a Web 2.0 percebe-se neste meio uma tendência na qual o usuário está produzindo o conteúdo que consome e interagindo mais com outros usuários, graças a um aparato tecnológico, que envolve Wiki, Ajax, RSS, etc, e a novos conceitos, como a folksonomia e as aplicações na Web. Este nova “onda” da Internet, chamada de Web 2.0, tem efeitos em diversas áreas que a utilizam como meio, como é o caso do Webjornalismo.
Com a Web 2.0 existe uma oferta maior de flexibilidade e interatividade. A idéia é refletir as aplicações desktop na Web e possibiltando, assim que cada vez mais pessoas a usem.
O conceitual da Web 2.0 é o de aproveitar a inteligência coletiva. A regra mais importante para fazer sucesso na Internet é aproveitar o fato de existir tanta gente acessando um serviço e a facilidade de poder colher contribuições dos usuários, agregando valor ao serviço.
Na fase inicial da Web 1.0, o processo de construção de informações e conhecimentos pelos usuários acontecia exclusivamente pela soma de contribuições individuais dispersas em sites, listas e grupos de discussão, cabendo ao usuário a tarefa de buscar e agregar a partir desse manancial disponível. Agora com a Web 2.0, passamos a dispor de plataformas e ferramentas que produzem uma agregação automática das contribuições individuais, incrementando o potencial de uso dessa inteligência coletiva.
Novas tecnologias foram utilizadas para dar sustentação aos princípios básicos da Web 2.0, para que ela pudesse ser implementada. Entre elas está a de novas linguagens de programação que ganhou destaque na Web 2.0 foi o Ajax. Constituído por um conjunto de tecnologias que servem para criar aplicações ricas para Internet, o Ajax é responsável por transformar a Internet numa plataforma parecida com o desktop. Muito embora o termo AJAX tenha sido usado pela primeira vez em 2005, as tecnologias que englobam o termo tiveram início ainda no final da década de 90, nos navegadores de geração “4” (Internet Explorer 4.0 e Netscape Navigator 4.0), que introduziram suporte a técnicas de remote-scripting – tecnologia que permite executar rotinas de programação em um browser para trocar informações com um servidor.
O lançamento da versão 5.0 do Internet Explorer em 2000 e a estagnação do Netscape Navigator (que mais tarde teve seu código fonte disponibilizado pelo público gerando o Firefox), a Microsoft inaugurou uma forma mais eficiente de remote-scripting com o XMLHttpRequest. Daí até os dias de hoje o conceito só evoluiu, ganhando força e notoriedade devido ao aumento no número de usuários da rede. Ele é baseado em XHTML e CSS para conteúdo e apresentação, DOM (Document Object Model) para apresentação dinâmica e interação, XMLHttpRequest para recuperação assíncrona de dados e XML e Javascript para unir tudo.[3]
Uma outra tecnologia envolvida é o RSS. Uma maneira de distribuir informação por meio da Internet. O RSS representa um avanço importante na arquitetura da Internet. Desde que foi adotada em suas interfaces, foi responsável pelo seu crescimento e popularização dos Weblogs.
Foi Thomas Vander Wall quem criou a palavra “folksonomia” quando uniu as palavras inglesas folks (determina pessoas) e “taxonomia” (a ciência de classificar) e assim formalizou o conceito de classificar páginas Web, imagens, Weblinks e outros conteúdos da Internet através de rótulos chamados tags. As tags são criadas pelos usuários através de palavras-chaves que descrevam da melhor forma aquele conteúdo na sua perspectiva. Os usuários da folksonomia costumam descobrir tags de outros usuários que tendem a classificar e interpretar conteúdos de uma forma que faça sentido para eles. E o resultado é um imediato ganho na eficiência do usuário em encontrar conteúdos específicos, contrário à classificações estanques pré-determinadas pelos sites de busca e servidores.
Os sistemas de tags formam também uma rede social de informações, na qual é feita a busca pelos usuários, através das relações formadas entre a informação em si e suas tags relacionadas. O efeito colaborativo de muitos milhares de usuários é um dos pontos centrais de sites que trabalham com sob a orientação da Web 2.0. Uma outra contribuição da coletividade à Internet são as Wikis, páginas comunitárias que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na Internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores.
Para que a Web 1.0 desse lugar à segunda geração de serviços, a Web 2.0., foi necessária a emergência de um cenário propício a essa evolução. Somente com a democratização do acesso aos recursos computacionais com cerca de um bilhão de usuários de Internet no mundo, acesso banda larga, convergência das mídias e distribuição multicanal. Foram essas as condições para a existência da Web 2.0.
Um dos exemplos clássicos para diferenciar a Web 1.0 da Web 2.0 está no comparativo entre a Netscape da primeira e a Google da segunda. As duas marcam duas era da Internet. A Netscape tinha como carro-chefe o navegador e sua estratégia era usar o domínio de mercado, assim como a Microsoft no mercado de Pcs. A Google optou por um caminho totalmente oposto, desvinculado de pacotes de software e lançamentos, e se voltou para o serviço de busca de dados. A Google, hoje, é uma marca à frente da distribuição de serviços diversos, enquanto o Netscape foi apenas um produto.
Um comentário:
Obrigado, Wilson, pelos comentários sobre meu vídeo. Eu usei o programa Movie Maker do windows para editar meu video, que gravei em uma máquina fotográfica. Usei fotos tb. Depois de pronto, Pedi para o Movie Maker publicar. Aí, escolhi a opção de compactar. Deixei em 15 MB. Não engasgou e ficou com qualidade razoável. Depois, fiz o processo de publicação no Youtube. Feito isto, copiei o código e publiquei no blog, como nova postagem.
Espero ter podido ajudar. Para me contactar, claylson.martins@gmail.com Este aqui é da empresa e só vejo à noite. Abraço
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